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Esvaziamento axilar após quimioterapia: estudo com participação do Dr. Olívio Feitosa é publicado na Lancet Oncology

13 de janeiro de 2026
Dr. Olívio Feitosa, mastologista da Rede ICC, ao lado do estudo publicado na Lancet Oncology sobre esvaziamento axilar após quimioterapia no câncer de mama

A Lancet Oncology, uma das mais importantes revistas científicas da oncologia mundial, publicou recentemente um estudo internacional que contou com a participação do Dr. Olívio Feitosa, mastologista da Rede ICC Saúde. A pesquisa avaliou os desfechos oncológicos de pacientes com câncer de mama que apresentaram micrometástases após a quimioterapia, com foco na discussão sobre o esvaziamento axilar após quimioterapia.

Tradicionalmente, pacientes que, mesmo após a quimioterapia, ainda apresentavam comprometimento dos linfonodos axilares eram submetidas ao esvaziamento axilar — uma cirurgia mais extensa, associada a riscos como linfedema, dor crônica e limitação funcional do braço. Nos últimos anos, porém, a oncologia tem avançado no sentido de buscar tratamentos cada vez mais eficazes e, ao mesmo tempo, menos invasivos.

O estudo analisou dados de mais de 1.500 pacientes tratadas em centros de referência de diversos países e comparou os resultados entre aquelas que foram submetidas ao esvaziamento axilar e aquelas que não realizaram o procedimento, mas receberam radioterapia regional. Os resultados demonstraram baixas taxas de recidiva axilar na maioria dos subtipos de câncer de mama, sem diferenças significativas em sobrevida ou controle da doença entre os grupos.

Um ponto importante destacado pelos autores é que pacientes com tumores triplo-negativos apresentaram maior risco de recidiva quando o esvaziamento axilar foi omitido, reforçando que a decisão deve sempre considerar a biologia do tumor e as características individuais de cada caso.

Os próprios pesquisadores ressaltam que, apesar dos dados animadores, novos estudos prospectivos ainda são necessários antes que essas estratégias sejam incorporadas de forma definitiva às diretrizes clínicas.

A participação do Dr. Olívio Feitosa nesse estudo reforça o papel da Rede ICC Saúde não apenas como referência assistencial, mas também como instituição que contribui ativamente para a produção científica internacional, ajudando a construir uma oncologia cada vez mais precisa, segura e centrada no paciente.